Bhagavad Gita: 7. O Auto-Conhecimento E A Iluminação

Image

O Auto-Conhecimento E A Iluminação

O Senhor Krishna disse: Ó Arjuna, ouça como você deverá conhecer-Me por completo, sem qualquer dúvida, com a sua mente totalmente absorvida em Mim, refugiando-se em Mim, e realizando práticas yóguicas. (7.01)

O Conhecimento Metafísico E O Conhecimento Ultimo

Eu transmitirei para você tanto o conhecimento transcendental como a experiência transcendental, ou uma visão; após conhecer isto, nada mais restará para ser conhecido neste mundo. (7.02)

Aqueles que têm uma experiência transcendental tornam-se perfeitos (RV 1.164.39). Tudo se torna conhecido quando o Ser Supremo é escutado, refletido, meditado, visto e sabido (BrU 4.05.06). A necessidade de conhecer todas as outras coisas torna-se irrelevante com o alvorecer do conhecimento do Absoluto, o Espírito Supremo. Todos os artigos feitos de ouro tornam-se conhecidos após conhecer-se o ouro. De modo similar, após conhecer-se o Espírito Supremo, todas as manifestações do Espírito tornam-se conhecidas. Aquele que conhece o Espírito Supremo é considerado o possuidor de todo o conhecimento, mas aquele que conhece tudo, mas que não conhece o Espírito Supremo, ou Deus, não conhece nada. A intenção dos versos acima é de que o conhecimento de todos os outros assuntos ficam incompletos sem o entendimentos de “Quem sou eu”?

Os Buscadores São Poucos

Dificilmente uma dentre mil pessoas aspiram pela perfeição da auto-realização. Dificilmente uma entre estas pessoas Me entende de verdade.

Muitos são os chamados, mas poucos são os escolhidos (Mateus, 22.14). Poucos são os afortunados que obtém o conhecimento de, e de devoção pelo Ser Supremo.

Definição De Espírito E Matéria

A mente, intelecto, ego, éter, ar, fogo, água e terra, são as oito dobras de divisão de Minha energia material ( 7.04). Veja, também, 13.05.

A “Natureza material” é definida como a causa material ou a matéria externa, do qual tudo é feito. A Natureza Material é o início original do mundo material, consistindo em três modos da natureza material, e oito elementos básicos externos nos quais todo o universo está envolvido, de acordo com a doutrina Sankhya. A Natureza Material é uma das transformações do poder divino (Maya), e é a causa material da criação do universo inteiro. A matéria é, deste modo, uma parte da energia ilusória do Senhor, Maya. A Natureza Material refere-se, também, ao que é perecível, o corpo, a matéria, a Natureza, Maya, o campo, a criação, e o estado manifesto. Os quais criam a diversidade, bem como a é diversidade em si mesma; e tudo o que pode ser visto ou conhecido, incluindo a mente, é chamado de Natureza Material.

A natureza material, ou a matéria, é Minha natureza inferior. Minha outra elevada natureza é o espírito, pelo qual este universo inteiro é sustentado, Ó Arjuna (7.05).

Dois tipos de natureza material são descritos nos versos 7.04 e 7.05. As oitos dobras da natureza material, descrita no verso 7.04, são chamadas de “energia inferior” ou “energia material”. Isto é comumente conhecido como a “natureza material”. Ela cria o mundo material. A outra elevada natureza, mencionada no verso 7.05, é também chamada de “energia superior” ou “energia espiritual”. Ela é também chamada de consciência, Ser, espírito, ou Ser Espiritual. O espírito é imutável, e a Natureza Material, onde nasce o espírito, é mutável. O espírito observa, testemunha, bem como supervisiona a Natureza Material.

O Espírito Supremo é a causa eficiente da criação do universo. A Natureza Material e o Espírito não são duas identidades independentes, mas dois aspectos do Espírito Supremo. O Espírito Supremo, o espírito, e a Natureza Material, são a mesma coisa, e, apesar disto, são diferentes como o Sol, a sua luz, e o seu calor; eles são iguais bem como diferentes dele.

A água, e o peixe que nela nasce, que é por ela sustentada, não são a mesma coisa. De modo semelhante, o Espírito e a Natureza Material, onde nasce o espírito, não são a mesma coisa. (MB 12.315.14). A alma é também chamada de espírito quando a alma desfruta os modos da Natureza Material, associada aos sentidos. O espírito e a alma são também diferentes, porque o Espírito sustenta a alma, mas o sábio não vê diferenças entre os dois (BP 4.28.62).

Alguns termos, assim como: Espírito Supremo, Espírito, Natureza Material, e Alma, possuem diferentes definições em diferentes doutrinas, e, também, possuem diferente

significados, dependendo do contexto. Nesta tradução, a palavra não sectária “Deus” significa para alguns somente o Senhor do Universo – o Ser Supremo – enquanto que os Hindus preferem chamar por vários nomes pessoais como Rama, Krishna, Shiva, e Mãe. Diferentes terminologias confundem um leitor que tem estudado – de preferência deve contar com a ajuda de um professor – a plena conotação, o uso e a hierarquia, relacionada entre estas várias outras expressões, servindo como um progresso no caminho da jornada espiritual.

O Espírito Supremo E A Base De Tudo

Saiba que todas as criaturas desenvolvem-se a partir desta dupla energia, e que Espírito Supremo é a origem, bem como a dissolução, do universo inteiro (7.06). Veja, também, 13.26.

Não há nada superior ao Ser Supremo, Ó Arjuna. Todo o universo está atado ao Ser Supremo, como diferentes jóias estão amarradas no cordão de um colar (7.07).

O espírito Uno está presente nas vacas, nos cavalos, nos seres humanos, pássaros, e em todos os outros seres vivos, do mesmo modo que um cordão está presente num colar feito de diamantes, ouro, pérola, ou madeira (MB 12.206.02-03). A criação inteira está permeada por Ele (YV 32.08).

Ó Arjuna, Eu sou o sabor da água; Eu sou a irradiação do Sol e da Lua, a sagrada sílaba “AUM” em todos os Vedas, o som no éter, e a potência nos seres humanos. Eu sou a doce fragrância da Terra. Eu sou o calor do fogo, a vida nos seres vivos, e a austeridade dos ascetas (7.08-09).

Ó Arjuna, saiba que Eu sou a semente eterna em todas as criaturas. Eu sou a inteligência do inteligente e o brilho do que é brilhante (Veja, também, 9.18 e 10.39). Eu sou a força do forte, que é desprovido do apego egoísta. Eu sou o desejo, ou o Cupido, nos seres humanos que estão desprovidos da gratificação dos sentidos, e são de acordo com o Dharma (para o sagrado propósito da procriação após o casamento, Ó Arjuna (7.10-11);

Saiba que os três modos da Natureza Material – bondade, paixão e ignorância – também emanam indiretamente de Mim. Eu não dependo deles, nem sou afetado pelos modos da natureza matéria; mas os modos da Natureza material dependem de Mim (7.12). Veja, também, 9.04-05).

Os seres humanos adquirem ilusão pelos vários aspectos destes três modos na Natureza Material; então, eles não conhecem que Sou eterno e que estou acima destes modos (7.13).

Como Superar O Divino Poder Ilusório (Maya)

Este Meu poder divino é chamado de Maya, que consiste nos três modos da matéria ou mente, é muito difícil de ser superado. Apenas aqueles que se rendem a Mim perfuram o véu de Maya, e conhecem a Realidade Absoluta (7.14). Veja, também, 14.26; 15.19 e 18.66.

Quando alguém se dedica sua vida plenamente ao poder supremo, e depende d´Ele em todas as circunstancias, assim como uma criança depende de seus pais, então o Senhor, pessoalmente, encarrega-se de tal devoto. E quando Ele toma conta de você, não há necessidade de ter medo de qualquer coisa ou depender de qualquer um para qualquer coisa – seja material ou espiritual – na vida.

Quem procura deus?

O pecador, o ignorante, o canalha, que estão apegados à natureza demoníaca, e cujo poder de discriminação está retirado pelo poder da ilusão divina (Maya), não Me adoram ou Me procuram (7.15).

Quarto tipo de pessoas virtuosos adoram-Me ou Me procuram, Ó Arjuna; são eles: o aflito; o que busca por auto-conhecimento; o que procura riqueza, e o iluminado que experimentou o Ser Supremo (7.16).

Não importa o que a pessoa faz, é produto do desejo. Ninguém pode fazer qualquer coisa sem desejar por isso (MS 2.04). Os desejos não podem ser completamente eliminados. O desejo por salvação é um desejo elevado ou uma nobre forma de desejo. O desejo por amor devocional ou por Deus é considerado como elevado, e uma forma pura de desejo humano. É dito que um devoto avançado nem mesmo deseja salvação por Deus. Ele pedem por serviço devocional, vida após vida.

Os desejos inferiores dos devotos, para aproximarem-se d´Ele por simples satisfação pessoal, torna-os como sementes torradas que não germinam, e crescem dentro da grande árvore dos desejos egoístas. O que realmente importa é a profunda concentração da mente em Deus, por intermédio dos sentimentos de devoção, amor, respeito, ou por ganho material vindo d´Ele (BP 10.22.26).

Entre os devotos iluminados, o que está sempre unido a Mim, e cuja devoção é sincera, é o melhor, porque Eu sou muito querido para ele e ele é muito querido por Mim (7.17).

O conhecimento de Deus sem devoção – o amor por Deus – é uma especulação árida; e devoção sem conhecimento de Deus, é uma fé cega. Os frutos da iluminação germinam na árvore do auto-conhecimento apenas quando a árvore recebe a água pura da devoção.

Todos aqueles que buscam a Mim são realmente nobres, mas Eu estimo o devoto esclarecido como Meu verdadeiro Ser; porque aquele que é leal torna-se uno Comigo, e permanece em Minha Suprema morada (7.18). Veja, também, 9.29;

Após muitos nascimentos o devoto esclarecido recorre a Mim, entendendo que todas as coisas são, na realidade, Minha manifestação. Semelhante alma é muito rara (7.19).

Tudo é, sem dúvida, Espírito, porque tudo é nascido d´Ele, e n´Ele descansa, e se une dentro do Espírito (ChU 3.14.01). Tudo é espírito. O Espírito está em todo o lugar. Todo este universo é, realmente, Espírito (MuU 2.02.11). A Bíblia diz: vocês são deuses (João, 10.34). Os Vedas e os Upanishads declaram: Consciência é Espírito (AiU 3.03, no Rig-vea). Eu Sou espírito (BrU 1.04010, no Yajurveda). Você é Espírito (ChU 6.08.07, no Samaveda). O Espírito também é chamado de Atman (ou Brahman, Brahm, Brahma) (MaU 02, no Atharvaveda). Este que é o Uno assenta-se em todos aqueles (RV 8.58.02). S criação inteira, e cada regra da realidade nada mais são do que divindade.

O veadinho almiscareiro, após procurar em vão pela causa do seu perfume, finalmente irá encontrá-la em si mesmo. Após a auto-realização, vê-se que somos espírito de Deus (ou Consciência) que há criado o universo inteiro e todos os seres vivos. Tudo é consciência. A criação é como incontáveis ondas que aparecem no oceano da consciência pela brisa do divino poder (Maya). Tudo, incluindo a energia divina primordial, chamada de Maya, nada mais é do que uma parcela do Absoluto.

As pessoas cujo discernimento há se tornado fascinado pelos desejos, estimulados por suas impressões kármicas, fazem uso dos controladores celestes, e praticam vários ritos religiosos para a realização de seus desejos materiais (7.20).

A Adoração Da Deidade E Também Uma Adoração De Deus

Quem quer que seja, desejando adorar alguma deidade – usando qualquer nome, forma e método – com fé, Eu torno a fé deles firme nesta verdadeira deidade. Favorecidos com fé firme, eles adoram aquela deidade, e obtém seus desejos através dela. Todos os seus desejos, são, realmente, concedidos por Mim (7.21-22).

O poder das deidades vêm do Senhor Supremo, como o aroma das flores vêm com o vento (BP 6.04.34). Deus é quem concede os frutos do trabalho (BS 3.02.38). Deus realiza todos os desejos de Seus adoradores (BP 4.13.34). Não se deve qualquer método de adoração como inferior, porque todos eles são adoração de um mesmo Deus. Ele realiza a todas as orações sinceras e benfeitoras de um devoto se Ele é adorado com fé e amor. O sábio compreende que todos os nomes e formas são d´Ele, enquanto que um ignorante joga com o jogo da guerra santa no nome da religião, a procura de ganhos pessoais e a custa dos outros.

Diz-se que qualquer que seja a deidade uma pessoa pode adora, todos referências e rezas alcançam o Ser Supremo, assim como toda a água que cai como a chuva, no final das contas alcança o oceano. Qualquer que seja o nome e a forma da divindade, que alguém adora, referencia o mesmo Ser Supremo, e se é retribuído da adoração da deidade realizada com fé. A realização dos desejos resultantes da adoração são dados, indiretamente, pelo Senhor, por intermédio da deidade favorita. Os seres humanos vivem na escuridão das celas dos pares de opostos. As deidades são como ícones que podem abrir a janela, através da qual o Supremo pode ser percebido. De qualquer forma, a adoração de deidades sem o pleno entendimento da natureza do Ser Supremo é considerada como sendo no modo da ignorância.

Semelhantes ganhos materiais nestes seres humanos pouco inteligentes são temporários. Os adoradores dos controladores celestes vão até eles, mas os Meus devotos, com certeza, vêm até a Mim (7.23).

Aqueles que adoram os controladores celestes estão sob o modo da paixão; e aqueles que praticam outras adorações, no grau mais baixo de adoração, como adorar espíritos malignos, fantasmas, magia negra e Tantra – também conhecido como idolatria – para conseguir prole, fama, ou para destruir seus inimigos, estão sob o modo da ignorância. O Senhor Krishna aconselha contra semelhantes graus inferiores de adoração, e recomenda adorar-se apenas o Ser Supremo, usando qualquer que seja o Seu nome e forma. Os devotos de Krishna podem, algumas vezes, adorar a Krishna em outras formas também. No Mahabharata, o Senhor Krishna, em Si mesmo, aconselha a Arjuna para adorar a gentil forma materna de Deus, conhecida como Mãe

Durga, antes de dar início a guerra, para a vitória. Isto é como uma criança ir e perguntar alguma coisa para a mãe no lugar do pai. O Senor é, de fato, tanto mãe como pai de todas as criaturas.

God Can Be Seen In An Image Of Any Desired Form Of Worship

O ignorante – incapaz de entender Minha forma imutável, incomparável, incompreensível e transcendental – supõe que Eu, o Ser Supremo, sou sem forma e pego uma forma ou encarnação. Oculto pelo Meu poder divino (Maya), Eu não Me revelo para semelhante ignorante que não conhece e não entende Minha forma e personalidade não nascida, eterna e transcendental (7.24-25).

A palavra sânscrita “aviakta”, é também utilizada nos versos 2.25, 2.28, 7.24, 8.18, 8.20, 8.21, 9.04, 12.01, 12.03, 12.05, e 13.05. Ela fornece diferentes significados, de acordo com o contexto. Ela é usada como “imanifesto”, Natureza Material, e também com o sentido de Espírito. O Ser Supremo – a Consciência Absoluta – é mais elevado do a Natureza imanifesta e o espírito juntos. “Aviakta” não significa “sem-forma”; significa imanifesto ou uma forma transcendental, que está invisível para os nossos olhos físicos, e não pode ser compreendida pela mente humana, ou descrita em palavras. Tudo possui uma forma. Nada no cosmos, incluindo o Ser Supremo, é sem forma. Cada forma é Sua forma. O Ser Supremo possui uma forma transcendental, e uma Personalidade Suprema. Ele é eterno, sem qualquer origem e fim. O Absoluto invisível é a base do mundo visível.

O significado do verso 7.24 também aparenta contradizer o credo comum de que o Senhor incarna, como mencionado nos versos 4.06-08, e 9.11. É dito ali que o Ser Supremo é sempre imanifesto, e, como tal, Ele jamais torna-se manifesto. No verdadeiro sentido, o Ser Supremo ou Absoluto não incarna. Ele, realmente, jamais sai da Sua Morada Suprema! É o intelecto do Ser Supremo que faz o trabalho da criação, manutenção, incarnação e destruição pelo uso do Seu enorme poder. A profundidade do significado deste verso pode ser entendida se se estuda seriamente a invocação de paz do Ishopanishad que declara: “O invisível é o Infinito; o visível também é infinito. Do Infinito, os universos finitos se manifestam. O Infinito (Absoluto) permanece infinito ou imutável, apesar dos universos finitos saírem dele”. As pessoas não conhecem a transcendental e imperecível natureza de Deus, e erroneamente pensam que Deus também se incarna como uma pessoa comum. Ele não se incarna, mas manifesta-Se usando Sua própria potência divina.

O Ser transcendental está longe da concepção humana da forma e sem-forma. Aqueles que consideram Deus como sendo sem-forma são considerados errados por aqueles que dizem que Deus possui forma. A discussão de Deus com ou sem forma não levará a nada na nossa adoração e prática espiritual. Nós podemos adorar a Deus de qualquer modo ou forma que escolhermos. Um nome, uma forma e uma descrição do imperceptível, que a tudo penetra, do indescritível Senhor, nos é dada pelos santos e sábios, para o cultivar o amor por Deus nos corações dos devotos comuns. Um nome e uma forma são, absolutamente, necessários com a intenção de adorar e alimentar a devoção – um amor profundo por Deus. Deus aparece para um devoto numa

forma, com o propósito de tornar a sua fé firme. Portanto, é necessário respeitar-se todas as formas de Deus (ou deidade), mas devemos estabelecer a adoração com uma forma somente.,

Eu conheço, Ó Arjuna, os seres do passado, do presente, e aqueles do futuro, mas ninguém Me conhece (7.26).

Todos os seres neste mundo estão na absoluta ignorância, devido à ilusão dos pares de opostos, dos gostos e desgostos, Ó Arjuna. Mas as pessoas purificadas pelas ações não egoístas, cujo karma há terminado, torna-se livre da ilusão do par de opostos, e adora-Me com firme resolução (7.27-28)

Só quando o karma de uma pessoa termina, então, alguém pode entender a ciência transcendental, e desenvolver amor e devoção por Deus.

Aqueles que aspiram pela libertação do ciclo de nascimentos, velhice e morte – por pegar refúgio em Deus – compreende plenamente a verdadeira natureza e os poderes do Supremo (7.29).

A pessoa decidida, que Me conhece como a única base de tudo – os seres mortais, Seres Divinos, e o Ser Eterno – mesmo na hora da morte, Me alcançam (7.30). Veja, também, 8.04).

Aqueles que entendem Deus como governante do princípio de toda a criação, entendem a base de todos os Seres Temporários, o sustentador de todas as entidades, e o desfrutador de todos os sacrifícios e prazeres, sendo abençoados com a liberação do ciclo de nascimentos e mortes, alcançando a salvação.